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Bancos Centrais Adicionaram 199.2 toneladas de Ouro em suas Reservas no 2º Trimestre

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Bancos Centrais Adicionaram 199.2 toneladas de Ouro em suas Reservas no 2º Trimestre



Há algumas semanas trouxemos aqui informações sobre as compras de ouro por bancos centrais em maio. Agora, atualizamos as informações com os valores de todo o segundo trimestre.


Globalmente, os bancos centrais adicionaram um total líquido de 199.2 toneladas de ouro no 2º trimestre de 2021. Este foi o maior valor de compras trimestrais desde o 2º trimestre de 2019. Com isto, o valor total de todo o semestre foi de 333.2 toneladas, de acordo com o World Gold Council (WGC) - Conselho Mundial do Ouro, sediado em Londres. Isto é 39% maior que a média dos primeiros semestres dos últimos cinco anos e 29% maior que a média dos primeiros semestres dos últimos dez anos.


As reservas de ouro da Tailândia aumentaram 90.2 toneladas. O país foi o maior comprador durante a primeira metade do ano. Sethaput Suthiwartnarueput, presidente do Banco Central da Tailândia, afirmou que o ouro vai de encontro aos objetivos de segurança, retorno do investimento, diversificação, e proteção contra riscos.


A Hungria acrescentou 63 toneladas. O Banco Nacional da Hungria citou as crescentes dívidas dos governos e inflação ao redor do globo como um motivo para possuir mais ouro. Em um comunicado, afirmou: “Como não possui risco de crédito ou de contraparte [o ouro não é um passivo de nenhuma parte, diferente, por exemplo, da moeda fiduciária de curso forçado – como euro, dólar americano, dólar canadense, real brasileiro, franco suíço, etc – que é um passivo do banco central], o ouro facilita o reforço à confiança em um país em todas as condições económicas.”


O Brasil foi outro grande comprador durante o 1º semestre, adicionando 53.7 toneladas de ouro entre maio e junho. Foi o primeiro aumento significativo das reservas de ouro brasileiras desde novembro de 2012. O total das reservas de ouro encontra-se em 121.1 toneladas (2% do total das reservas), o maior valor desde novembro de 2000.


As vendas brutas totalizaram 41.5 toneladas no primeiro semestre, com cinco bancos centrais reduzindo suas reservas de ouro em uma tonelada ou mais.


As Filipinas reduziram suas reservas de ouro em 27.2 toneladas. Rússia (6.2 toneladas), Alemanha (3.3 toneladas), Emirados Árabes Unidos (2 toneladas) e o Cazaquistão (1.9 toneladas) também registaram declínio das reservas de ouro. As vendas recentes da Rússia e da Alemanha parecem estar relacionadas, ao menos em parte, aos seus programas de cunhagem de moedas.


Krishan Gopaul, analista do WGC, afirmou que o aumento da demanda corresponde a uma pesquisa recente que concluiu que os bancos centrais continuam positivos em relação ao ouro. “Continuamos à espera de que os bancos centrais sejam compradores líquidos durante todo o ano de 2021.”

 

A pesquisa também revelou a deterioração da fé no dólar americano (USD) e uma tendência contínua de desdolarização (diminuição das reservas em USD por parte dos bancos centrais).


“Os entrevistados continuam a prever mudanças estruturais de longo prazo no sistema monetário internacional, continuando a tendência indicada na pesquisa do ano passado. A visão em relação ao dólar americano apresentou tendência de queda, com metade dos entrevistados afirmando que o dólar cairá abaixo de sua proporção atual. Os bancos centrais continuam a pensar que a proporção do renminbi chinês vai aumentar, com 88% dizendo que vai crescer além dos níveis atuais.”


Em junho, houve um aumento líquido global de 32 toneladas nas reservas de ouro. O Brasil liderou, comprando 41.8 toneladas. Isso foi parcialmente compensado por algumas grandes vendas.


A Índia voltou a entrar no mercado de ouro, adicionando 9.4 toneladas. Foi a primeira grande compra indiana desde março. A Índia adicionou 28.99 toneladas de ouro desde o início do ano.


Outros compradores foram: República Checa (0.5 toneladas), México (0.2 toneladas), Polónia (1.2 toneladas), Sérvia (0.2 toneladas), Uzbequistão (5.3 toneladas) e Zâmbia (0.1 toneladas).


O Cazaquistão foi um vendedor em junho, desfazendo-se de 19.8 toneladas de ouro. O país tem sido um comprador consistente de ouro durante os últimos dois anos.


A Turquia, por sua vez, vendeu 6.8 toneladas de ouro em junho.


Depois de recordes de compras de ouro por parte dos bancos centrais em 2018 e 2019, houve uma diminuição em 2020, quando o total de compras foi de 273 toneladas. Em 2019, as compras totalizaram 650.3 toneladas; em 2018, 656.2 toneladas. Segundo o WGC, 2018 foi o ano que registou a maior compra de ouro por parte dos bancos centrais desde a suspensão da convertibilidade do USD em ouro (na época, apenas para bancos centrais, não incluindo pessoas singulares/físicas e coletivas/jurídicas) em 1971.



André Marques