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Diversos Bancos Centrais Adicionaram Ouro às suas Reservas em Maio

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Diversos Bancos Centrais Adicionaram Ouro às suas Reservas em Maio




Diversos bancos centrais ao redor do globo têm adicionado grandes quantidades de ouro às suas reservas nos últimos anos. Iremos atualizar o leitor destes números à medida que as informações surjam.


Apenas no último mês de maio, os bancos centrais adicionaram 56.7 toneladas de ouro em suas reservas, de acordo com os últimos dados do World Gold Council (WGC) - Conselho Mundial do Ouro, sediado em Londres.

 

Pelo segundo mês consecutivo, o banco central da Tailândia foi o maior comprador de ouro, adicionando 46.7 toneladas do metal em suas reservas em maio. Em abril, havia adicionado 43.5 toneladas. O total de ouro em suas reservas é de 244.2 toneladas. Sethaput Suthiwartnarueput, presidente do Banco da Tailândia, afirmou que o ouro vai de encontro aos objetivos de segurança, retorno do investimento, diversificação, e proteção contra riscos.



Assim, maio foi terceiro mês consecutivo em que houve uma grande aquisição de ouro por um único banco central, visto que a Hungria comprou 63 toneladas do metal, triplicando suas reservas. O Banco Nacional da Hungria afirmou: "Como não possui risco de crédito ou de contraparte [o ouro não é um passivo de nenhuma parte, diferente, por exemplo, da moeda fiduciária de curso forçado – como euro, dólar americano, dólar canadense, real brasileiro, franco suíço, etc – que é um passivo do banco central], o ouro facilita o reforço à confiança em um país em todas as condições económicas."


O Brasil comprou 11.9 toneladas de ouro em maio, sendo este o primeiro aumento significativo em suas reservas de ouro desde 2012, totalizando 79.3 toneladas. Este é o maior nível desde novembro de 2000.


A Turquia adicionou 8.6 toneladas de ouro em suas reservas em maio. Foi o segundo mês em que o país comprou ouro, após diversos meses de vendas. A Turquia tem lidado com uma crise monetária. E, durante os cinco meses anteriores, vendeu 55.2 toneladas de ouro, diminuindo o total de reservas dos bancos centrais do globo.


O Cazaquistão tem sido um comprador regular do metal amarelo nos últimos anos. Em maio, seu banco central adicionou 5.3 toneladas de ouro nas suas reservas. Esta foi a maior aquisição desde junho de 2020.


Outros compradores em maio foram: Índia (0.9 toneladas), Malta (0.1 toneladas), Polónia (1.9 toneladas) e Zâmbia (0.1 toneladas).


Houve, entretanto, uma quantia significativa de vendas em maio, totalizando 18.9 toneladas. Após oito meses de compras, o Uzbequistão presenciou a maior queda de suas reservas de ouro: 11.5 toneladas. Outros países que registaram vendas foram Quirguistão (4.5 toneladas), Alemanha – sendo esta diminuição de reservas relacionada ao programa de cunhagem de moedas – (2 toneladas), e Mongólia (0.7 toneladas).


Além disto, o banco central da Gana anunciou que pretende aumentar suas reservas de ouro através de um programa de compras de ouro produzido localmente. A Gana é o sexto maior produtor de ouro do mundo, e o maior da África. O Vice-Presidente da Gana afirmou que o ouro ajudaria a aumentar o valor da moeda nacional.


De acordo com a pesquisa de reservas de ouro dos bancos centrais feita pelo WGC, 21% dos bancos centrais do globo pretendem adicionar ouro às suas reservas no próximo ano. Em 2020, esta percentagem foi de 20%. A pesquisa também destacou a deterioração da confiança no dólar americano (USD) e a continuação da tendência da desdolarização (uma diminuição de reservas em dólar americano) por parte de alguns bancos centrais.


O analista-chefe de metais preciosos do HSBC, James Steel, afirmou: “Se um banco central pretende diversificar, o ouro é uma maneira maravilhosa de sair do dólar americano, sem escolher outra moeda.”


Depois de recordes de compras de ouro por parte dos bancos centrais em 2018 e 2019, houve uma diminuição em 2020, quando o total de compras foi de 273 toneladas. Em 2019, as compras totalizaram 650.3 toneladas; em 2018, 656.2 toneladas. Segundo o WGC, 2018 foi o ano que registou a maior compra de ouro por parte dos bancos centrais desde a suspensão da convertibilidade do USD em ouro (na época, apenas para bancos centrais, não incluindo pessoas singulares/físicas e coletivas/jurídicas) em 1971.


André Marques