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BCE Divulga Nova Meta de Inflação de Preços

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BCE Divulga Nova Meta de Inflação de Preços



O Banco Central Europeu (BCE) anunciou, na semana passada, a nova meta de inflação de preços para a zona euro. Esta mudança pode indicar uma maior tolerância, por parte da instituição, a uma maior inflação de preços.


A antiga meta de inflação de preços era ‘abaixo, mas próxima a 2%’. Ou seja, a inflação de preços não poderia atingir 2%, nem ultrapassar este valor. A nova meta anunciada é um alvo de 2%, sendo esta uma meta simétrica (o BCE deve tolerar desvios acima e abaixo do alvo, num ‘prazo médio’). Porém, não foi definido claramente qual é este prazo, nem a magnitude dos desvios que serão tolerados.


Em 2020, o Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, também alterou a sua meta, afirmando que iria tolerar uma maior inflação de preços. Em vez da antiga meta de 2%, passou a ser uma média de 2% (podendo atingir um valor acima de 2% para compensar os períodos em que esteve abaixo deste valor, e, assim, atingir a média), ‘ao longo de algum período’, o qual também não foi bem definido.


Esta mudança na meta de inflação por parte de ambos os bancos centrais pode ser interpretada como uma justificativa para manter a taxa de juros em patamar negativo (no caso do BCE) e pouco acima de 0% (no caso do Fed).


Iremos trazer artigos específicos sobre inflação e política monetária para esclarecer mais detalhes ao leitor, porém, por agora, é necessário destacar a definição de inflação. Segundo economistas da Escola Austríaca de Economia, como o Philipp Bagus (Presidente da Elementum Internacional), inflação não é um aumento generalizado de preços, como é convencionalmente definida. Para estes economistas, a inflação é o aumento da oferta monetária (aumento da quantidade de dinheiro); o aumento de preços, apenas a consequência da mesma.


Os balanços do Fed e do BCE têm aumentado consistentemente. O gráfico seguinte demostra o balanço do Fed (linha azul, eixo da esquerda) e o do BCE (linha vermelha, eixo da direita):


Gráfico 1 - Balanço do Fed e Balanço do BCE (2008-2021)

Gráfico 1 - Balanço do Fed (Linha Azul, Eixo da Esquerda); Balanço do BCE (Linha Vermelha, Eixo da Direita)

Balanço do Fed (Linha Azul, Eixo da Esquerda); Balanço do BCE (Linha Vermelha, Eixo da Direita).

Fonte: St. Louis Fed - Elaboração Própria.


Um aumento do balanço de um banco central ocorre quando o mesmo adquire ativos (como títulos de dívida pública), aumentando a base monetária (M0), que inclui as reservas bancárias depositadas no banco central e moeda em circulação. Ou seja, um aumento do balanço de um banco central, ocorre através de um aumento da oferta monetária (inflação).


É importante mencionar que um aumento do M0 não necessariamente provoca um aumento imediato da inflação de preços. A oferta monetária gerada pelo aumento do M0 não necessariamente entra, na totalidade, na economia (através, por exemplo, de empréstimos bancários). Porém, um aumento do M0 tende a baixar a taxa de juro (artificialmente, ou seja, não sustentável a médio e longo prazo, pois distorce a alocação de recursos na economia, deixando-a mais frágil e mais suscetível a crises financeiras), o que aumenta o preço de ativos financeiros (como ações) e imobiliários (desta forma, preços de imóveis aumentam, assim como os preços de arrendamento/aluguel, o que provoca uma diminuição do poder de compra do consumidor, mesmo não havendo um aumento do índice de inflação de preços).

 

Além disto, um aumento do M0, independentemente de provocar, ou não, um aumento imediato da inflação de preços, desvaloriza a moeda ao longo do tempo (diminuindo seu poder de compra).


Os gráficos seguintes demonstram a evolução do preço da onça de ouro em dólares americanos (USD) e em euros (EUR), conforme os balanços do Fed e do BCE aumentam, refletindo uma perda do poder de compra por parte destas moedas.


Gráfico 2 - Preço da Onça de Ouro em USD e Balanço do Fed (2008-2021)


Preço da Onça de Ouro em USD (Linha Vermelha, Eixo da Esquerda); Balanço do Fed (Linha Azul, Eixo da Direita).

Fonte: St. Louis Fed - Elaboração Própria.


Gráfico 3 - Preço da Onça de Ouro em EUR e Balanço do BCE (2008-2021)

Preço da Onça de Ouro em EUR (Linha Vermelha, Eixo da Esquerda); Balanço do BCE (Linha Azul, Eixo da Direita).

Fonte: St. Louis Fed - Elaboração Própria.



Em futuros artigos, também traremos mais detalhes a respeito do aumento da base monetária e sua relação com o aumento (imediato ou não) da inflação de preços.

 

André Marques