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A Inflação de Preços na Argentina

A Inflação de Preços na Argentina




O banco central da Argentina vem aumentando a base monetária (M0) a um ritmo crescente, financiando diretamente os défices do governo (ou seja, monetizando a dívida pública, adquirindo os títulos recém-emitidos). O M0 argentino ultrapassou o valor de 2.7 trilhões de presos argentinos (ARS):


Gráfico 1 - Base Monetária/M0 do ARS (2011-2021)

 

 Fonte: Trading Economics - Elaboração Própria.


E, como este aumento do M0 financia diretamente os gastos do governo, a nova oferta monetária entra diretamente na economia, aumentando, em grande medida, o M1 (que atingiu o valor aproximado de 3.7 trilhões de pesos) e o M2 (que atingiu o valor aproximado de 5.2 trilhões de pesos):


Gráfico 2 - M1 do ARS (2011-2021)


Fonte: Trading Economics - Elaboração Própria.


Gráfico 3 - M2 do ARS (2011-2021)


 Fonte: Trading Economics - Elaboração Própria.


E, como, explicado aqui, um grande aumento imediato destes dois últimos agregados monetários, tende a provocar um aumento direto da inflação de preços. E é isto o que tem ocorrido na Argentina, com uma inflação de preços mensal entre 30% e 50%. O que ainda não é considerado uma hiperinflação (para tal, teria de ser acima de 80% ao mês), mas já é mais que suficiente para afastar investimentos estrangeiros e uma fuga de capitais do país (o que desvaloriza o câmbio, o que faz com que o banco central aumente a taxa de juros para conter a desvalorização, o que aumenta os défices do governo, o que faz com que o banco central produza mais aumentos da oferta monetária para financiar estes défices). Um ciclo que só terminaria se o governo cortasse drasticamente seus gastos e o banco central parasse de inflacionar moeda.


Gráfico 4 - Inflação de Preços da Argentina (2011-2021)


Fonte: Trading Economics - Elaboração Própria.



André Marques